Comportamento do mercado de trabalho no estado de Santa Catarina entre 2001 e 2011

Lauro Mattei, Bruna Boni Lavratti, Rayana de Azevedo Peled

Resumo


O final do século XX foi marcado por mudanças estruturais, tais como a terceira revolução tecnológica, a abertura comercial e a desregulamentação dos mercados, aspectos que caracterizaram a fase conhecida como o “período de globalização”. As empresas sob a égide da globalização e do receituário neoliberal passaram a buscar um sistema de relações de trabalho mais flexível como forma de reduzir custos. No Brasil, as políticas adotadas a partir da década de 1990 visavam incorporar a economia nacional neste cenário global de mudanças. Todavia, essas tendências começaram a ser revertidas desde a desvalorização do Real em 1999, quando se observa que os empregos informais pararam de crescer para dar espaço a um processo de formalização dos postos de trabalho. No Governo Lula, estes resultados se intensificaram devido às prioridades dadas na esfera social, com a reestruturação das políticas de emprego e ampliação dos programas sociais voltados ao combate da pobreza. Este artigo analisou as modificações que ocorreram no mercado de trabalho de Santa Catarina no período entre 2001 e 2011. Observou-se que a população economicamente ativa (PEA) ocupada cresceu a uma taxa de 1,9% ao ano entre 2001 e 2011. Em contrapartida, os desocupados perderam participação relativa sobre a PEA catarinense, ocasionando uma queda taxa de desemprego aberto. Observou-se também uma maior taxa de crescimento das mulheres no mercado de trabalho, comparativamente aos homens, tendência que também vem sendo verificada no âmbito do país.

Palavras-chave


mercado de trabalho; Santa Catarina; população economicamente ativa

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Rev. NECAT, ISSN 2317-8523, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.