Coleta e análise de dados acerca da síndrome respiratória aguda grave e do novo coronavírus: epidemiologia no Brasil e no estado de Santa Catarina – 2020/2021

Marlon Resende Faria, Brenda Camila Rodrigues Prates, Thales Salvador Lima de Morais, Thaís Correa, Madison Coelho de Almeida, Tiago Mendes Bezerra Vicente

Resumo


O estudo procurou apresentar o panorama da pandemia de COVID-19 no Brasil e no estado de Santa Catarina, valendo-se de dados disponíveis principalmente na base openDataSUS. A doença, que em geral pode ser descrita como uma infecção respiratória aguda ocasionada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), foi adicionada pelo Ministério da Saúde à rede de vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O intuito, entre outras coisas, é monitorar e descrever o padrão de morbidade e mortalidade no país. Assim, dados sobre a incidência da SRAG entre o período de jan/2020 e mar/2021 foram explorados. O tratamento dos dados e análises estatísticas foram realizadas através do software RStudio. As análises permitiram observar a relação linear entre o número casos de SRAG e SARS-CoV-2, uma vez que houve um aumento expressivo no número de casos de SRAG no período de manifestação da SARS-CoV-2 no Brasil. Além disso, tanto para o Brasil quanto para Santa Catarina, foi observada a associação entre o baixo grau de escolaridade e a propensão à óbito pela doença. O estado de Santa Catarina em quase todo período de análise apresentou valores de taxa de mortalidade similares ao país, 4%. Ainda, a faixa etária mais afetada é de indivíduos entre 60 e 80 anos e em maioria, homens. Por fim, observou-se uma pequena influência entre as densidades demográficas dos municípios catarinenses e as notificações de SRAG.

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Rev. NECAT, ISSN 2317-8523, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.